No mês de março, nossa produção média de petróleo e gás natural, no Brasil e no exterior, foi de 2.613.994 barris de óleo equivalente por dia (boed). Esse resultado ficou 2,3% acima do volume registrado no mesmo mês de 2010 e foi 0,4% maior que o total extraído em fevereiro deste ano.
No Brasil, nossa produção média de petróleo e gás alcançou 2.376.186 boed e ficou 2,9% acima do volume produzido em março do ano passado. Se comparado à produção de fevereiro deste ano, o aumento foi de 1%. Além do retorno à produção de plataformas que se encontravam em manutenção, esse resultado deveu-se, também, à entrada em operação do Teste de Longa Duração (TLD) do campo de Sidon, na Bacia de Santos.
A produção exclusiva de petróleo dos campos nacionais atingiu a média diária de 2.039.891 barris em março. O resultado ficou 2,3% acima dos 1.993.763 barris/dia produzidos no mesmo mês do ano passado e foi 1% maior do que o volume extraído em fevereiro de 2011.
Em março, foram produzidos 53 milhões 467 mil metros cúbicos de gás natural por dia dos campos nacionais, o que representou um aumento de 6,6% em relação à média diária extraída no mesmo mês de 2010. A produção de gás natural manteve-se estável em comparação com fevereiro deste ano.
Uma nova refinaria, denominada Premium II, será instalada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), numa área que engloba os municípios de Caucaia e São Gonçalo do Amarante, no estado do Ceará. A localização apresenta vantagens logísticas, como facilidade de acesso marítimo através do Porto de Pecém, proximidade a estradas de ferro e rodovias.
Estamos na fase de licenciamento ambiental para instalação da refinaria. Com previsão de entrada em operação em 2017, sua capacidade será de processar 300 mil barris de petróleo por dia, produzindo diesel, gás de cozinha, querosene de aviação, nafta petroquímica e coque. Uma faixa de dutos, com extensão prevista de 11 km, ligará a Refinaria Premium II ao porto de Pecém.
A Refinaria Premium II é um empreendimento que vai impulsionar o desenvolvimento do Estado do Ceará, atraindo outras empresas, qualificando a mão de obra local, gerando empregos, aumentando a arrecadação de impostos e tributos e promovendo a melhoria das condições socioeconômicas da população.
Durante a fase mais ativa das obras, em 2015, serão gerados 20 mil empregos diretos. A mão de obra deverá ser prioritariamente das localidades próximas ao empreendimento e, para isso, serão disponibilizados treinamento e qualificação profissional, para que os trabalhadores locais possam ser aproveitados na fase de construção e operação da refinaria. Estima-se que o empreendimento gere cerca de 90 mil empregos diretos, indiretos e por efeito renda. A qualificação dos profissionais para a área de construção civil será realizada em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do Plano Setorial de Qualificação (PlanSeq).
Estão previstas 3.560 vagas para o Ceará, em cursos para pedreiro, carpinteiro, eletricista predial, encanador predial, soldador, entre outros, que serão distribuídas entre os municípios de Fortaleza, Caucaia, Maracanaú e São Gonçalo do Amarante. As reuniões com as prefeituras já estão em andamento para a definição dos locais dos cursos e divulgação do processo seletivo nos municípios.
Principais números da Refinaria Premium II
Local: Cacuia e São Gonçalo do Amarante (CE)
Capacidade: 300 mil barris por dia
Mercado: diesel, gás de cozinha, querosene de aviação, nafta petroquímica e coque
Geração de empregos: Mais de 90 mil empregos diretos, indiretos e por efeito renda.

A United States Environmental Protection Agency (EPA), em parceria com a Hamburg Süd, realizou testes com o combustível Low Sulphur Marine Gas Oil (LSMGO), que apresenta teor de enxofre de 0,1%, em Santos e no Golfo do México. Os testes foram feitos no navio porta-contêiner Cap San Lorenzo.
O navio utilizou o combustível no trajeto entre o Golfo, nos Estados Unidos, e o Caribe, e na entrada e saída do Porto de Santos.
Este foi o primeiro teste do tipo a ser realizado em Santos. O uso do LSMGO já foi testado anteriormente no “Cap San Lorenzo” em abril de 2010 nos portos de Veracruz, Altamira e Houston, no Golfo do México.
A estimativa é de que um navio possa conseguir uma redução de 95% em dióxidos de enxofre, e de 85% em partículas finas quando utilizam combustíveis com baixo teor de enxofre.
“Estamos felizes porque este projeto de troca de combustível vai render dados sobre as emissões para mostrar aos legisladores dos EUA, México e Brasil que é possível conseguir reduções reais ao se utilizar combustíveis com baixo teor de enxofre em seu litoral,” observou Michelle DePass, administradora-assistente da EPA USA para International and Tribal Affairs.

Com a associação com a chinesa Sinopec, ficam suspensos, pelo menos no curto prazo, os planos da Repsol Brasil de realizar uma oferta inicial de ações na BM&FBovespa. O diretor de comunicações de Repsol Brasil, Alejandro Roig, afirmou ao Valor que a oferta no país nunca teve início. “Nem chegamos a conversar com investidores, apesar de termos entregado documentos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM)”, diz Roig.
Segundo ele, a Repsol buscava uma forma de financiar os ativos no Brasil, que poderia ser via oferta em bolsa ou negociação privada. Acabou optando pelo segundo caminho.
Com isso, diminuiu a lista de empresas na CVM estudando uma oferta de ações no país. Após a conclusão da operação da Petrobras, os bancos de investimento afirmaram que havia uma fila de operações prontas para acessar o mercado e a Repsol Brasil era uma das mais esperadas.
O Valor apurou que a HRT Participações em Petróleo, que reúne ex-funcionários da Petrobras em seu comando, já iniciou conversas com investidores. As informações são de q
ue a empresa planeja captar até US$ 1,5 bilhão.
Além dessa, do mesmo setor, está em análise na CVM a operação da Karoon Petróleo e Gás, que deu entrada em setembro.
Cada vez mais fica apertado o prazo para que as empresas concluam ofertas na bolsa ainda este ano – uma retomada de IPOs no Brasil deverá ficar para o ano que vem.
Roig afirmou ainda que o negócio premia um trabalho de mais de 10 anos da Repsol no Brasil e ressalta que a empresa sempre acreditou e apostou na existência de petróleo no país. “Conseguimos atrair um parceiro estratégico, acredito, pela bom momento que vivem os negócios no Brasil.”
Repsol e Sinopec trabalharão para desenvolver os ativos que já possuem e também poderão participar de outras licitações, juntas ou separadamente.
Após a operação, a Repsol manterá 60% do capital da companhia e a chinesa ficará com 40% – exatamente a fatia que a empresa planejava vender em um IPO no Brasil. Segundo a empresa, fica criada uma das “maiores energéticas privadas da América Latina”.
Valor Online
O ano de 2011 poderá marcar uma nova fase para a Petrobras. Turbinada financeiramente pelo maior processo de capitalização da história, a estatal se prepara para passar também por uma remodelagem organizacional, que coincidirá com o primeiro ano do próximo governo. A “nova Petrobras” terá uma gestão mais próxima à de seus pares internacionais e as mudanças não ficarão restritas à troca de nomes no primeiro escalão da companhia. De acordo com fontes do setor, o que está em estudo é uma transformação de sua estrutura administrativa.
O projeto, que ainda está sendo discutido, prevê a criação de cargos de vice-presidentes, com autonomia maior na tomada de decisões. Uma das propostas que vem ganhando força é a de dois vice-presidentes, que fariam a ponte entre a diretoria e o presidente da empresa. A nova estrutura atenderia à necessidade de a Petrobras se adequar ao seu tamanho atual.
A última alteração da estrutura organizacional ocorreu em 2001, sob motivação diversa: a de compartimentar a empresa. Hoje, com as perspectivas do pré-sal, a companhia cresceu em relação ao que era naquela época. Em 2001, o valor de mercado do grupo girava em torno de US$ 25 bilhões, pouco mais de um décimo dos atuais US$ 215 bilhões. O então presidente Philippe Reichstul, escolhido na gestão de Fernando Henrique Cardoso na Presidência, dividiu a empresa em unidades de negócios autônomas. Algumas pessoas enxergaram nisso a preparação para uma futura privatização das áreas separadamente. O PSDB sempre negou essa intenção.
Já o novo modelo visa dar mais liberdade ao presidente, deixando-o mais ligado aos assuntos estratégicos e menos ao cotidiano. Os dois vice-presidentes cuidariam de áreas distintas. Um ficaria com a parte operacional e outro com a corporativa. A esse último caberiam os setores de Comunicação Social, Jurídico, Recursos Humanos e Novos Negócios, que hoje são subordinados diretamente à presidência.